Arquiva-me os teus sensores extremos
Na minha mente torácica,
Assim nasce um novo ritmo
Na minha pulsação rotineira,
Que já é tão grande e forte,
Como dizem as mães aos filhos
Aos seus três anos de noção existencial.
Tu...
"Uma sequência genética muito estranha"
- Disse-me ontem o Mundo.
"De duas facetas genéticamente emocionais"
- Diz-me hoje aquele que manda no Mundo.
"Com uma mente pálida e felicidade cansada"
- Me dirá amanhã aquele que criou o Mundo.
Eu...
"Estranha? Duas facetas? Mente pálida?
Não sei, nunca soube, nem me apetece saber."
- Digo eu todos os dias.
Eu que sou mais um
Que nunca mandou no meu chão
Em tempo nenhum.
"Oxalá pudesse eu algum dia
Trocar palavras e sentidos
E afectos e desafectos,
E elogios e insultos,
Risos e sorrisos e choros,
E verdades e mentiras,
E a Vida e a Morte,
Com ela, a inteira e infinita estranha sequência"
E esse foi o melhor pretexto
Para ser rigorosamente são
E existir-me nos tempos últimos.
Ontem fui emocionalmente eu contigo,
E racionalmente estóico com o Mundo.
E hoje deste-me um beijo no espírito
E o Mundo fez-me uma vénia.
Bipolar, dizem eles..
Não sei...
...
"Eu sou um Norte,
E Tu és um Sul.
...
É... talvez comigo, sejas bipolar...
E creio que eu também seja..."
- Digo eu...
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
sábado, 18 de agosto de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Excertos Poéticos no Ecrã: "Henry Fool" de Hal Hartley
Em anáforas, o tom de voz é o que dá a cara diferente a cada verso.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Poema: "Trova assumidamente lamechas num postal transatlântico"
Quando os deuses deixaram de dormir,
Eu com a poesia os tornei a embalar,
Para que dos sonhos eles não pudessem sair
E com um divino poema eu te fizesse acordar.
Não me apetece separar o real do platónico,
E extendi-me da Razão para o surreal.
Pode o meu bom senso tornar-se crónico,
Mas és digna que te escreva como tal!
Com a caneta eu crio mundos ousados,
Com a caneta eu sou um torácico marginal,
Que se atreve a deixar-te versos marcados,
Quando invades a minha atmosfera mental.
Nela guardo lugar para as epifanias cardíacas
Que no teu peito me trarás do extremo ocidente.
Para tal, deixarei de fora as sinápses maníacas,
Que facultam medos de cantar-te por toda a gente.
Em horas que a rotina adormece-me o espírito,
Meu pensamento abriga-se num universo pessoal,
O meu ego torna-se então no núcleo do Mundo,
E tu'alma na sua maior interjeição emocional!
Com a minha poesia eu só consigo vadiar,
E ficar-me por este canto mediterrânico.
Resta a tua arte boleia a meu poema dar
E fazer dele o meu beijo transatlântico!
Agora põe estes versos sobre uns papeis amarrotados,
Voltaremos ambos às nossas vidas de cor pálida.
A globalização dos nossos sentimentos embalsamados,
É de momento, a nossa única (meta)física válida.
Ódio em mim por somente ter-te conhecido.
Queria ter-te mais do que és em meu juízo,
Sem sequer contar retirar o teu vestido,
Sem sequer contar retirar o teu sorriso.
Eu com a poesia os tornei a embalar,
Para que dos sonhos eles não pudessem sair
E com um divino poema eu te fizesse acordar.
Não me apetece separar o real do platónico,
E extendi-me da Razão para o surreal.
Pode o meu bom senso tornar-se crónico,
Mas és digna que te escreva como tal!
Com a caneta eu crio mundos ousados,
Com a caneta eu sou um torácico marginal,
Que se atreve a deixar-te versos marcados,
Quando invades a minha atmosfera mental.
Nela guardo lugar para as epifanias cardíacas
Que no teu peito me trarás do extremo ocidente.
Para tal, deixarei de fora as sinápses maníacas,
Que facultam medos de cantar-te por toda a gente.
Em horas que a rotina adormece-me o espírito,
Meu pensamento abriga-se num universo pessoal,
O meu ego torna-se então no núcleo do Mundo,
E tu'alma na sua maior interjeição emocional!
Com a minha poesia eu só consigo vadiar,
E ficar-me por este canto mediterrânico.
Resta a tua arte boleia a meu poema dar
E fazer dele o meu beijo transatlântico!
Agora põe estes versos sobre uns papeis amarrotados,
Voltaremos ambos às nossas vidas de cor pálida.
A globalização dos nossos sentimentos embalsamados,
É de momento, a nossa única (meta)física válida.
Ódio em mim por somente ter-te conhecido.
Queria ter-te mais do que és em meu juízo,
Sem sequer contar retirar o teu vestido,
Sem sequer contar retirar o teu sorriso.
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